Goiânia Rock City

Bom o post demorou um pouco mas essa foto vale a espera. Goiânia a Seattle Brasileira já era estilo comprovadamente desde Maio de 1981. Talvez esteja me repetindo ao tecer meus elogios ao Noise desse ano, mas a questão é que realmente o festival foi muito bem organizado. Além do excelente line-up tinha cerveja barata e boa comida por preço justo. Os únicos detalhes foram a fila repentina pra comprar fichas no primeiro dia e o atraso das bandas que foi de pelo menos 1h nos três dias.
As bandas, principalmente as menores foram boas surpresas. A primeira banda do festival o Gloom já deu uma prévia e chamou atenção do público que ainda na luz do dia foi todo pra perto do palco da trama virtual. Depois ainda teve o animado(íssimo) show do Holger que se continuar na mesma pegada tem um futuro muito interessante pela frente. E a galera parece que grita carreira internacional já. rs

Calumet-Hecla no palco Monstro
Entre tanta coisa gostei muio também do show do Calumet-Hecla que continua sua tour pelo interior de São Paulo até o dia 06. Pra quem quiser conferir tem os shows todos no site da Tronco Produções. Depois no meio do show do Frank Jorge o cansaço e a enxaqueca me venceram. Perdi o Black Lips, Vaselines e o Camelo fechando a noite.
O segundo dia, de longe o melhor dos três, foi show bom depois de show bom. O Ambervisions que depois de se apresentarem como Marcelo Camelo se elegeram a melhor banda do mundo e jogaram o troféu pra galera que destruiu o prêmio no chute. Tudo acabou numa roda gigante de pogo. Tosquice e podridão no melhor estilo Rock'n roll. Depois teve o MQN que mandou muito bem no palco e o Dead Rocks que fez um show impecável e divertidíssimo. Guizado fez um show tranquilo e bem tocado e mesmo fora do espírito noise do festival mostraram porque mereciam estar lá. Depois disso foi foda e pra mim o melhor da noite foi sem dúvida o Black Mountain:
Mesmo sabendo que apesar do som eles não eram roqueiros tão doidões assim eu esperava um pouco mais de psicodelia em cima do palco. Mas a questão é que o show foi impressionante e ainda rolou um Bis de Don't Run Our Hearts Around.
O terceiro dia foi mais difícil, também pelo cansaço físico que tava batendo. Eu confesso que já não aguento muito mais Punk nem Metal. Mas no meio disso tudo teve o povo Stoner do Goldfish Memories que mandaram muito bem, o Tormentos com o show animadíssimo e o The Ganjas mais psicodélico. A noite fechou animalmente com o show do Helmet e toda a fofura do Page Hamilton.
No fim das contas me dei conta de que a gente precisa muito de um circuito de festivais fora desse eixo Rio São Paulo e que não seja patrocinado nem por empresa telefônica, nem por portal e muito menos por cerveja. Porque é clara a diferença de ter um festival com bandas independentes, feito por uma gravadora com 10 anos de estrada e por gente que faz show e toca há muito tempo. Só fico triste de ter descoberto isso tudo apenas no 14˚ noise mas espero que daqui pra frente eu acompanhe mais de perto o que rola pelo Brasil. E a propósito hoje em Brasília toca o Babasónicos no El Mapa de Todos. Quem estiver por lá por favor depois me conta como foi que nesse não rolou de ir. E quem souber ou for o dono da foto do começo do post me manda um mail que eu mando a foto por correio de volta pra Goiânia. rs
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